segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Os anos passam mas os golpistas continuam os mesmos!

Recebi o e-mail abaixo de um ferrenho opositor do governo Lula. Não sei se é para chorar o para rir. É de uma cretinisse impressionante! Parece até que estamos em 1964, quando indivíduos como o que escreve esse blog, vociferavam alertas contra "o perigo vermelho", os comunistas, os subversivos. O que havia na ocasião é que João Goulart tinha resolvido dar andamento no projeto de reforma agrária, cujas caracteristicas foram devidamente distorcidas, de tal maneira que a classe média começou a acreditar que o populacho ia invadir suas casas. Diversas posições assumidas pelo governo daquela época incomodavam a elite rica e as grandes corporações, principalmente os interesses das empresas americanas, de quem o governo americano é o fiel defensor.
Se o Lula não tem a competência que esperávamos dele, se o PT tem em seus quadros um grande quantidade de corruptos e salafrários, isso não quer dizer que todos os governos anteriores foram melhores do que ele. Muito pelo contrário, nunca houve tanto abandono de todas as instituições públicas. Os três pilares de uma democracia, (que no Brasil foram implantados por Getúlio Vargas) saúde, educação de boa qualidade para todos e habitação, foram totalmente abandonados, privatizados e hoje o que se tem é um vergonhoso abandono das pessoas à própria sorte, pois apenas uma minoria tem dinheiro para pagar plano de saúde. Quanto à educação, foi uma das primeiras providências da ditadura eliminar toda e qualquer hipótese de preparar pessoas com capacidade de análise, capazes de entender o que se passava à sua volta. Os melhores professores foram presos, torturados, exilados, quando não foram mortos. Só ficaram os medíocres e foram esses que prepararam as gerações pós 64. Os baixos salários e a falta de prestígio a que a carreira de professor foi relegada desestimula os bons alunos a seguirem a carreira de professor. Só se salvam uns poucos idealistas, que acabam trabalhando como loucos, para poderem sobreviver.
Com relação à habitação, a situação ficou tão caótica que as pessoas mais pobres, e até nem tão pobres assim, se viram empurradas para as favelas, diante dos baixos salários e dos aluguéis e custo de vida excessivamente altos.
Tudo isso ocorreu durante os governos conservadores de direita, do PMDB, PFL e PSDB. Sendo assim, textos como esse que estou colocando abaixo são patéticos. Mas ainda há quem os leve a sério.



> Será vero??????? Porque não? Creio que sim. Tenhamos cuidado.
> Como diz o índio..."Se há fumaça, tem FOGO"
>
>
> ALERTA TOTAL!!!
>
> Edição de Quarta-feira do Alerta Total
>
> http://alertatotal.blogspot.com/
>
> Por Jorge Serrão
> Exclusivo -
>
> Um organismo, sediado em Washington, que estuda e monitora a realidade
> da América Latina, enviou ao Senado brasileiro um documento em que
> chama a atenção para os próximos movimentos políticos do presidente
> Lula da Silva, rumo a um "populismo socialista".
>
> O estudo adverte que Lula pretende lançar medidas populares de impacto,
> incentivando o consumo para seus eleitores de baixa renda. Segundo o
> dossiê,a intenção de Lula é consolidar seu poder de voto para uma
> futura reforma política que vai autorizar, a partir de 2008, a
> reeleição para um mandato de mais seis anos .O documento assinala que
> Lula prepara um dos maiores movimentos de reestruturação econômica,
> voltado para as classes populares, dentro do projeto de longevidade no
> poder. Segundo o estudo, os EUA estariam muito preocupados com este
> tipo de populismo no Brasil, que é um País continental e onde o povo é
> submisso, sem cultura e informação para avaliar as conseqüências
> políticas deste movimento rumo ao socialismo. O plano de Lula é
> comparado ao do venezuelano Hugo Chávez. Segundo o estudo, conta com o
> apoio de grandes investidores europeus .O dossiê, vindo dos EUA com a
> classificação "confidencial", foi analisado segunda-feira, com toda
> cautela, em uma reunião fechada, do Colégio de Líderes do Senado.
>
> Alguns arlamentares o viram com ceticismo. Outros senadores chamaram a
> atenção para fatos objetivos já em andamento.
> Um dos principais pontos do estudo alerta para uma especulação de
> mercado sobre a adoção de um novo pacote econômico, até o fim do ano,
> assim que fosse proclamada a vitória eleitoral de Lula. Aliás, o dossiê
> chama a atenção para os problemas na aprovação das contas da campanha
> presidencial de Lula.Curiosamente, segundo observou um senador, os
> norte-americanos anteciparam o parecer de técnicos do Tribunal Superior
> Eleitoral, que constataram irregularidades insanáveis" na prestação de
> contas da campanha à reeleição. O PT recebeu R$ 10 milhões de empresas
> que têm concessões de serviços públicos, o que a lei proíbe.O estudo
> norte-americano adverte para a possibilidade de um confisco tributário
> em fundos e em poupanças acima de R$ 50 ou 60 mil reais. Nos dois
> casos, o dinheiro só poderia ser movimentado de seis em seis meses, sob
> risco de remuneração quase nula. Os fundos seriam tributados em 35% dos
> ganhos. Segundo o documento, o Banco Central do Brasil tem um
> levantamento completo sobre os investimentos feitos por 36 milhões de
> pessoas, entre brasileiros e estrangeiros.Uma das propostas em estudo
> no governo é que os fundos de pensão redirecionem R$ 80 bilhões,
> aplicados em títulos públicos, para investimento direto em empresas e
> projetos de infra-estrutura. A baixa rentabilidade da renda fixa, com
> os cortes de juros na taxa selic, obrigaria os fundos a buscarem
> opções mais rentáveis para aplicar a maior parte dos R$ 190 bilhões
> mantidos em títulos públicos de seus ativos totais, estimados em R$
> 350 bilhões. Assim, os fundos multimercado seriam grande cartada dos
> investidores para 2007.O dinheiro seria usado para ampliar programas de
> compensação de renda (como o bolsa família), que se mostraram eficazes
> armas eleitorais. Lula também quer direcionar tal dinheiro dos fundos
> para áreas populares, investindo em infra-estrutura - setor de baixo
> risco, rentabilidade moderada e que gera caixa para as empresas,
> emprego e renda em longo prazo.
>
> O governo também quer investir pesado no segmento de moradias
> populares. Segundo dados oficiais, mais de 90% do gigantesco déficit
> habitacional de 7,8 milhões residências está na faixa de famílias com
> renda de até cinco salários mínimos.No cenário desenhado pelos
> norte-americanos, uma coisa é certa. O governo vai criar por Medida
> Provisória um fundo para obras de infra-estrutura com recursos do FGTS.
> A novidade ruim é que o risco do investimento ficará com o trabalhador.
> Os trabalhadores poderão investir até 20% dos saldos de suas contas do
> Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na construção de rodovias,
> ferrovias e portos, além de obras nos setores de saneamento básico e
> energia elétrica. O novofundo será chamado de FI-FGTS. Terá orçamento
> inicial de R$ 5 bilhões,originários do patrimônio líquido do
> FGTS.Bolsa Carro?Além do plano para os fundos, os norte-americanos
> revelam que Lula fechou acordo com uma companhia chinesa para financiar
> carros populares pela bagatela de R$ 5 mil reais. Os carros seriam
> subsidiados com financiamentos do BNDES, no prazo de 60 meses. Os
> veículos seriam de passeio e mini-vans para transporte de
> mercadorias.Outra idéia seria reduzir impostos para aparelhos de
> consumo mais populares e aumentar ainda mais a carga tributária para
> bens não populares, como automóveis de luxo.Comissários do Povo?Um dos
> pontos mais polêmicos revelados pelos norte-americanos é que o governo
> Lula quer patrocinar um projeto de segurança voltado para aorganização
> de milícias de bairros. As milíciasforam uma idéia copiada da
> Venezuela. Na terra de Hugo Chávez, o síndico de bairro tem poderes de
> um xerife. O modelo lembra os velhos "comissariados do povo", da
> extinta (porém mais viva que nunca na cabeça dos petistas) União das
> Repúblicas Socialistas Soviéticas.Fortuna do LulaO estudo revela que a
> fortuna pessoal de Lula da Silva é estimada pela revista Forbes em 2
> bilhões de dólares. O presidente estaria usando tal fortuna para
> comprar televisões a cabo, a fim de formar uma rede de comunicação com
> o filho Lulinha, que estaria administrando uma fortuna pessoal de R$
> 900 milhões. (Vide contratação do Lulinha pelaBand) Lula espera
> comprar uma rede de televisão, para preparar uma rede pessoal de
> divulgação para sustentar o trabalho de comunicação do governo
> petista.Lula comprando jornalistas amestrados?No estudo
> noste-americano, foi identificada a preocupação do presidente em manter
> várias redes de televisão sob seu controle. Segundo o dossiê, o
> presidente estaria pagando "por fora" para jornalistas famosos, de
> grandes redes de tevê e jornais, especialmente escalados para analisar
> a notícia de uma maneira não contundente ao governo petista. O estudo
> também adverte que o presidente estaria comprando a oposição com
> ameaças de denunciar as mazelas dos opositores.
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Se for para construir estradas, ferrovias, casas populares e melhorar as condições de vida da população, que o Lula fique o tempo que quiser. Não vejo em que um presidente do PSDB vai melhorar o Brasil, além de aumentar a carga tributária absurdamente. Porque a imprensa fala como se a carga que estamos pagando fosse culpa do governo atual, o que não é verdade. A carga tributária que pagamos hoje é a que o governo atual herdou, tendo sido aumentada pelos mecanismos armados pelo governo de sua majestade o príncipe FHC I. Podemos até criticar o fato do governo atual não diminuir essa carga tributária mas daí a dizer que foi este governo que a inventou é pura falta de informação ou o cúmulo do cinísmo.


Movimento dos Sem-Mídia

Acabo de ler no site "Conversa Afiada", do Paulo Henrique Amorim, notícia sobre a manifestação do "Movimento dos Sem-Mídia", em frente ao jornal Folha de São Paulo. Estou reproduzindo abaixo o o manifesto, com o qual concordo em gênero, número e grau.

Manifesto dos Sem-Mídia

Vivemos um tempo em que a informação se tornou tão vital para o homem que passou a integrar o arcabouço de seus direitos fundamentais. Defender a boa qualidade da informação, pois, é defender um dos mais importantes direitos fundamentais do homem. É por isso que estamos aqui hoje.

No transcurso do século XX, novas tecnologias geraram o que se convencionou chamar de mídia, isto é, o conjunto de meios de comunicação em suas variadas manifestações, tais como a secular imprensa escrita, o rádio, o cinema, a televisão e, mais recentemente, a internet. Essa mídia, por suas características intrínsecas e por suas ações extrínsecas, tornou-se componente fundamental da estrutura social, formada que é por meios de comunicação de massa.

Em todas as partes do mundo - mas, sobretudo, em países continentais como o nosso -, quem tem como falar para as massas controla um poder que, vigendo a democracia, equipara-se aos Poderes constituídos da República. E, vez por outra, até os suplanta. Essa realidade pode ser constatada pela simples análise da história de regiões como a América Latina, em que o poder dos meios de comunicação logrou eleger e derrubar governos, aprovar leis ou impedir sua aprovação, bem como moldar costumes e valores das sociedades. Contudo, há fartura de provas de que, freqüentemente, esse descomunal poder não foi usado em benefício da maioria.

Não se nega, de maneira alguma, que as mídias, sobretudo a imprensa escrita, foram bem usadas em momentos-chave da história, como nos estertores da ditadura militar brasileira, quando a pressão (tardia) de parte dessa imprensa ajudou a pôr fim à opressão de nossa sociedade pelo regime dos generais. Todavia, é impossível ignorar que a ditadura foi imposta ao país graças, também, à mesma imprensa que hoje vocifera seus neo pendores democráticos, nascidos depois que sua recusa pretérita de aceitar governos eleitos legitimamente atirou o país naquela ditadura de mais de vinte anos.

O lado perverso da mídia também se deve, por contraditório que possa parecer, à sua natureza privada, uma natureza que também é - ou deveria ser - uma de suas virtudes. Nas mãos do Estado, a mídia seria uma aberração, mas quando é pautada exclusivamente por interesses privados, seu lado obscuro emerge tanto quanto ocorreria na primeira hipótese, pois um poder dessa magnitude acaba sendo usado por diminutos grupos de interesse. Nas duas situações, quem sai perdendo é a coletividade, pois o interesse de poucos acaba se sobrepondo ao de todos.

A submissão da mídia ao poder do dinheiro é um fato, não uma suposição. Os meios de comunicação privados nada mais são do que empresas que visam lucro e, como tais, sujeitam-se a interesses que, em grande parte das vezes, não são os da coletividade, mas os de grandes e poderosos grupos econômicos. Estes, pelo poder que têm de remunerar o “idealismo” que lhes convêm, cada vez mais vão fazendo surgir jornalistas dispostos a produzir o que os patrões requerem, e o que requerem, via de regra, é o mesmo que aqueles grupos econômicos, o que deixa a sociedade desprotegida diante da voracidade daqueles que podem (?) esmagar divergências simplesmente ignorando-as.

É nesse ponto que jornalistas e seus patrões contraem uma união estável com facções políticas e ideológicas que não passam de braços dos interesses da iniciativa privada, dos grandes capitais nacionais e transnacionais, do topo da pirâmide social. E a maioria da sociedade fica órfã, indefesa diante do poder dos de cima de alardearem seus pontos de vista como se falassem em nome de todos.

Agora mesmo, na crise que vive o Senado Federal, vemos os meios de comunicação alardearem uma suposta "indignação nacional" com o presidente daquela Casa. Esses meios dizem que essa indignação é "da opinião pública", apesar de que a maioria dos brasileiros certamente está pouco se lixando para a queda de braço entre o presidente do Congresso e a mídia. Nesse processo, a "indignação" de meia dúzia de barões da mídia é apresentada como se fosse a "da opinião pública".

O poder que a mídia tem - ou pensa que tem - é tão grande, que ela ousa insultar a ampla maioria dos brasileiros, maioria que elegeu o atual governo. A mídia insulta a maioria dizendo que esta tomou a decisão eleitoral que tomou porque é composta por "ignorantes" que se vendem por "bolsas-esmola". Retoma, assim, os fundamentos do voto censitário, que vigeu no alvorecer da República, quando, para votar, o cidadão precisava ter um determinado nível de renda e de instrução. E o pior, é que a teoria midiática para explicar por que a maioria da sociedade não acompanhou a decisão eleitoral dos barões da mídia, esconde a existência de cidadãos como estes que aqui estão, que não pertencem a partidos, não recebem "bolsas-esmola" e que, assim mesmo, não aceitam que a mídia tente paralisar um governo eleito por maioria tão expressiva criando crises depois de crises.

É óbvio que a mídia sempre dirá que suas tendências e pontos de vista coincidem com o melhor interesse do conjunto da sociedade. Dirá isso através da confortável premissa (para os beneficiários preferenciais do status quo vigente) de que as dores que a prevalência dos interesses dos estratos superiores da pirâmide social causa aos estratos inferiores, permitirão a estes, algum dia, ingressarem no jardim das delícias daqueles. É a boa e velha teoria do “bolo” que precisa primeiro crescer para depois ser dividido.

Os meios de comunicação sempre tomaram partido nos embates políticos. Demonizam políticos e partidos que grupos de interesses políticos e econômicos desaprovam e, quando não endeusam, protegem os políticos que aqueles grupos aprovam. Isso está acontecendo hoje em relação ao governo federal e à sua base de apoio parlamentar, por um lado, e em relação à oposição a esse governo e a seus governos estaduais e municipais, por outro. Resumindo: a mídia ataca o governo central em benefício de seus opositores.

Os meios de comunicação se defendem dizendo que atacam o governo central também porque ele nada faz de diferente - ou de melhor - do que fazia a facção política que governava antes, e diz, ainda por cima, que o atual governo produz "mais corrupção". Alguns veículos, mais ousados, acrescentam que os que hoje governam favorecem mais o capital do que seus antecessores. Outros veículos, mais dissimulados, ainda adotam um discurso quase socialista ao criticarem os lucros dos bancos e o cumprimento dos contratos que o governo garante. A mídia chega a fazer crer que apoiaria esse governo se ele fizesse despencar a lucratividade do sistema bancário e se rompesse contratos. Faz isso em contraposição ao que dizia dos políticos que agora estão no poder, porém no tempo em que estavam na oposição, ou seja, dizia que não poderiam chegar ao poder porque, lá chegando, descumpririam contratos e prejudicariam o sistema bancário...

A mídia brasileira garante que é “isenta”, que não é pautada por ideologias ou por interesses privados, e que trata os atuais governantes do país como tratou os anteriores. Não é verdade. Bastaria que nos debruçássemos sobre os jornais da época em que os que hoje se opõem ao governo federal estavam no poder e comparássemos aqueles jornais com os de hoje. Veríamos, então, como é enorme a diferença de tratamento. Nunca a oposição ao governo federal foi tão criticada pela mídia quanto na época em que os que hoje estão no governo, estavam na oposição; nunca o governo foi tão defendido pela mídia quanto era na época em que os que hoje estão na oposição, estavam no governo.

Não é preciso recorrer a registros históricos para comprovar como os pesos e medidas da mídia diferem de acordo com a facção política que ocupa o poder. Basta, por exemplo, comparar a forma como os jornais paulistas cobrem o governo do Estado de São Paulo com a forma como cobrem o governo do país.

A mesma facção política governa São Paulo há mais de uma década. Nesse período, o Estado foi tomado pelo crime organizado. A Saúde pública permanece - ou se consolida - como um verdadeiro caos, apesar das novas tecnologias e da enorme quantidade de recursos que transitam por São Paulo. A Educação pública permanece como uma das piores do país a despeito da pujança econômica paulista. Assim, começaram a eclodir desastres nunca vistos na locomotiva do Brasil que é São Paulo.

Ano passado, uma organização criminosa aterrorizou este Estado. Essa organização nasceu e se fortaleceu dentro dos presídios controlados pelo governo paulista. A Febem, destinada a recuperar jovens criminosos, consolidou-se como escola de crimes, e as prisões para adultos alcançaram o status de faculdades do crime. No início deste ano, uma rua inteira ruiu por causa de uma obra da linha quatro do metrô paulistano, administrado pelo governo paulista. Várias pessoas morreram. Foi apenas mais um entre muitos outros acidentes que ocorreram nas obras do metrô de São Paulo e a mídia não noticia nada disso, o que lhe deixa escandalosamente óbvio o intuito de proteger o grupo político que governa o Estado mais rico da Federação e que se opõe ferozmente ao governo federal.

A mídia exige CPIs para cada suspeita que a oposição levanta sobre o governo federal, mas não diz uma palavra de todos os escândalos envolvendo o governo de São Paulo. Omite-se quanto à violação dos direitos das minorias parlamentares na Assembléia Legislativa paulista, violação perpetrada pelas maiorias governistas, maiorias que nos últimos anos enterraram dezenas de pedidos de investigação do governo paulista, controlado por políticos que estão entre os que mais exigem investigações sobre o governo federal.

Seria possível passar dias escrevendo sobre tudo o que a imprensa paulista deveria cobrar do governo do Estado de São Paulo, mas não cobra. Ler um jornal impresso em São Paulo ou assistir a um telejornal produzido aqui só serve para tomar conhecimento do que faz de ruim - ou do que a mídia diz que faz de ruim - o governo federal. Dificilmente se encontra informações sobre o governo paulista, e críticas, muito menos. O desastre causado pela obra da linha quatro do metrô paulistano, por exemplo, foi coberto pela mídia, mas por pouco tempo - questão de dias. Depois, o assunto desapareceu do noticiário e nunca mais voltou. Dali em diante, a mídia passou a esconder e a impedir qualquer aprofundamento no caso, fazendo com que a sociedade permaneça sem satisfação quase nove meses depois da tragédia. Mas o "caos aéreo" não sai da mídia um só dia já há quase um ano.

Assim é com tudo que diga respeito a políticos e partidos dos quais a imprensa paulista gosta. E o mesmo se reproduz pelo país inteiro. A mídia carioca, a mídia baiana, a mídia gaúcha, as mídias de todas as partes do país fazem o mesmo que a paulista, pois todas são uma só, obedecem aos mesmos interesses, controladas que são por um número ridiculamente pequeno de famílias "tradicionais", por uma oligarquia que domina a comunicação no Brasil desde sempre.

O lado mais perverso desse processo é o de a mídia calar divergências. Cidadãos como estes que assinam este manifesto são tratados pelos grandes meios de comunicação como se não existissem. São os sem-mídia, somos nós que ora manifestamos nosso inconformismo. Muito dificilmente é dado espaço pela mídia para que quem pensa como nós possa criticar o seletivo moralismo midiático ou as facções políticas amigas dos barões da mídia. A quase totalidade dos espaços midiáticos é reservada àqueles que concordam com os grandes meios de comunicação. Jornalistas que ousam discordar, são postos na "geladeira". A mídia impõe uma censura branca ao país. Isso tem que parar.

Claro precisa ficar que os cidadãos que assinam este manifesto não pretendem, de forma alguma, calar a mídia. Os que qualificam qualquer crítica a ela como tentativa de calá-la, agem com má-fé. É o contrário, o que nos move. O que pedimos é que a mídia fale ou escreva muito mais, pois queremos que fale ou escreva tudo o que interessa a todos e não só aquilo que lhe interessa particularmente e àqueles que estão ao seu lado, pois a mídia tem lado, sim, apesar de dizer que não tem, e esse lado não é o de todos e nem, muito menos, o da maioria.

Mais do que um direito, fiscalizar governos, difundir idéias e ideologias, é obrigação da mídia. Assim sendo, os signatários deste manifesto em nada se opõem a que essa mesma mídia critique governo nenhum, facção política nenhuma, ideologia de qualquer espécie. O que nos indigna, o que nos causa engulhos, o que nos afronta a consciência, o que nos usurpa o direito de cidadãos, é a seletividade do moralismo político midiático, é o sufocamento da divergência, é o soterramento ideológico de corações e mentes.

Por tudo isso, os signatários deste manifesto, fartos de uma conduta dos meios de comunicação que viola o próprio Estado de Direito, vieram até a frente desse jornal dizer o que ele e seus congêneres teimam em ignorar. Viemos dizer que existimos, que todos têm direito de ter espaço para seus pontos de vista, pois a mídia privada também se alimenta de recursos públicos, da publicidade oficial, e, assim sendo, tem obrigação de não usar os amplos espaços de que dispõe como se deles proprietária fosse. Seu papel, seu dever é o de reproduzir os diversos matizes políticos e ideológicos, de forma que o conjunto da sociedade possa tomar suas decisões de posse de todos os fatos e matizes opinativos.

Em prol desse objetivo, hoje está sendo fundado o Movimento dos Sem-Mídia. Trata-se de um movimento que não está cansado de nada, pois mal começou a lutar pelo direito humano à informação correta, fiel, honesta e plural. Aqui, hoje, começamos a lutar pelo direito de todos os segmentos da sociedade de terem como expor suas razões, opiniões e anseios e de receberem informações em lugar desse monstrengo híbrido - gerado pela promiscuidade entre a notícia e a opinião - que a mídia afirma ser "jornalismo".


Felizmente nós, os que conseguiram se libertar da lavagem cerebral promovida pelos meios de comunicação que dominam toda a informação que é levada ao grande público, temos algumas alternativas. O "Conversa Afiada" é uma delas.Há ainda o "Blogo do Mino", "resistir.info", "Caros Amigos", "Carta Capital",......e, infelizmente não temos mais, "No Mínimo", que teve que interromper suas atividades por falta de fundos.

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Hoje eu me sinto como alguém que estava no meio de um nevoeiro intenso, onde sempre viveu, e que pensava que a realidade era somente aquilo que podia ver (ou melhor, não ver) no meio do nevoeiro. E, de repente, por um golpe de sorte, consegue descobrir que existem muito mais coisas além do nevoeiro. Minha visão sobre política e religião mudou da água para o vinho. Sinto-me grato pela oportunidade que tive de ter acesso a uma enorme quantidade de informação sobre esses dois assuntos, não deixando no entanto de destacar que isso só se tornou possível porque tive dinheiro para comprar livros importantes e caros. Para mim, agora, as coisas são muito claras e consigo perceber perfeitamente a intenção por trás as notícias divulgadas pelos meios de comunicação de massa, dominados pelas grandes corporações. Claro que, depois desse "renascimento intelectual", não consigo mais ver ou ler qualquer coisa que tenha origem nos ditos "jornalões", O Globo, Jornal do Brasil (que não tem mais nada a ver com o antigo jornal da condessa, que já não era lá grande coisa), Folha de São Paulo, Estadão (esse eu não lia mesmo, porque sempre foi escancaradamente de extrema direita), as revistas Veja, Época, etc, etc, ou seja, a imprensa tradicional, em geral, não merece crédito no que divulga como fato real, porque na realidade só divulga as versões dos fatos, de acordo com os interesses de seus anunciantes e grupos financeiros a eles ligados. O triste é encontrar pessoas discutindo acaloradamente, baseando-se unicamente nas versões divulgadas por um desses meios de comunicação. São pessoas completamente bitoladas, devidamente catequisadas, incapazes de perceber que estão falando um monte de bobagens, sem terem o menor conhecimento real sobre aquilo que pensam que são "verdades".

Esse é um assunto sobre o qual há muito ainda o que falar.