domingo, 23 de agosto de 2009

O IMPÉRIO E OS ROBÔS


O artigo abaixo foi escrito por um grande lider político, respeitado mundialmente, apesar de suas convicções políticas. Merece ser lido e divulgado. 

Deixo a vocês o trabalho de descobrir quem é. Depois eu conto. 

O império e os robôs

Há pouco, abordei os planos dos Estados Unidos para impor a superioridade absoluta de suas forças aéreas como instrumento de dominação sobre o resto do mundo. Mencionei o projeto de contar em 2020 com mais de mil bombardeiros e caças F-22 e F-35 de última geração na sua frota de 2.500 aviões militares. Dentro de 20 anos, todos seus aviões de guerra serão operados por autômatos.


Os orçamentos militares sempre contam com o apoio da imensa maioria dos legisladores norte-americanos. Quase não há estados da União onde o emprego não dependa, em boa medida, da indústria da defesa.

Em nível mundial e com valor constante, as despesas militares se dobraram nos últimos dez anos como se não existisse perigo algum de crise. Neste momento, esta é a indústria mais próspera do planeta.

Em 2008, ao redor de US$1,5 trilhão se investiu nos orçamentos dedicados à defesa. Os 42% dos gastos mundiais nesse setor, US$607 bilhões correspondiam aos Estados Unidos, sem incluir as despesas de guerra; ao passo que o número de famintos no mundo atinge a cifra de 1 bilhão de pessoas.

Há dois dias, uma agência de notícias ocidental informou que, em meados de agosto, o exército dos Estados Unidos exibiu um helicóptero teledirigido, bem como robôs capazes de executarem trabalho de sapa, 2.500 dos quais foram enviados para as regiões de combate.

Uma firma comercializadora de robôs afirmou que as novas tecnologias iriam revolucionar o modo de comandar a guerra. Foi publicado que, em 2003, os Estados Unidos mal possuíam robôs em seu arsenal e “hoje contam ―segundo a AFP― com 10 mil veículos terrestres, bem como com 7 mil dispositivos aéreos, desde o pequeno Raven, que pode ser lançado com a mão, até o gigante Global Hawk, um avião-espia de 13 metros de comprimento e 35 de envergadura, capaz de voar a grande altitude durante 35 horas”. Essa notícia menciona outras armas.

Enquanto essas despesas colossais em tecnologias para matar são produzidas nos Estados Unidos, o presidente desse país envida esforços para levar os serviços de saúde a 50 milhões de norte-americanos que carecem deles. É tal a confusão, que o novo presidente declarou: “Estava mais próximo do que nunca de conseguir a reforma do sistema de saúde, mas a luta se está tornando feroz.”

“A história é clara — acrescentou — cada vez que temos a reforma sanitária no horizonte, os interesses especiais lutam com todo aquilo que têm a seu alcance, usam suas influências, lançam suas campanhas publicitárias e utilizam seus aliados políticos para apavorar o povo estadunidense.”

O certo é que em Los Ángeles 8 mil pessoas ―a imensa maioria desempregada, segundo a imprensa― se reuniram num estádio para receber atendimento de uma clínica gratuita itinerante que presta serviços no Terceiro Mundo. A multidão tinha pernoitado ali. Alguns percorreram centenas de quilômetros de distância.

“‘Não me importa se é socialista ou não. Somos o único país no mundo onde os mais vulneráveis não temos nada’, disse uma mulher de um bairro negro e com educação superior.”

Informa-se que “um teste de sangue pode custar US$500 e um tratamento odontologógico de rotina mais de mil.”

Que esperança pode oferecer essa sociedade ao mundo?

Os lobistas no Congresso fazem seu agosto trabalhando contra uma lei simples que pretende dar atendimento médico a dezenas de milhões de pessoas pobres, negros e latinos na sua grande maioria, que carecem dele. Até um país bloqueado como Cuba conseguiu fazê-lo, e inclusive, cooperar com dezenas de países do Terceiro Mundo.

Se os robôs nas mãos das multinacionais podem substituir os soldados imperiais nas guerras de conquista, quem vai frear as multinacionais na busca de mercado para seus artefatos? Da mesma maneira que inundaram o mundo com carros que hoje concorrem com o homem pelo consumo de energia não-renovável e, inclusive, pelos alimentos transformados em combustível, também podem inundá-lo de robôs que substituam milhões de trabalhadores em seus postos de trabalho.

Ainda melhor, os cientistas poderiam também desenhar robôs capazes de governar; dessa maneira poupariam esse horrível, contraditório e confuso trabalho ao governo e ao Congresso dos Estados Unidos.

Sem dúvida, poderiam fazê-lo melhor e mais barato.

Fonte: Digital Grama Internacional


Cultura


Joaquim Nabuco

Com curadoria de Helena Severo e patrocínio da Icatu Holding e da CNI/Confederação Nacional da Indústria, exposição resgata a memória do diplomata, político, escritor, orador, poeta e memorialista Joaquim Nabuco, um dos mais ilustres homens públicos do Brasil.

Exposição "Joaquim Nabuco: Brasileiro, Cidadão do Mundo"

De 20/08 a 04/10/2009



Diplomata, político, escritor, orador, poeta e memorialista, o pernambucano Joaquim Nabuco completaria 160 anos no dia 19 de agosto de 2009.
Para celebrar a data, exposição, com curadoria de Helena Severo e patrocínio da Icatu Holding e da CNI/Confederação Nacional da Indústria, estará em cartaz no Museu Histórico Nacional de 20 de agosto a 4 de outubro.
"Joaquim Nabuco: Brasileiro, Cidadão do Mundo" faz uma retrospectiva da vida de um dos maiores abolicionistas brasileiros, cuja obra exerceu influência em intelectuais do porte de Gilberto Freire e Sérgio Buarque de Hollanda, e traz à reflexão temas relevantes para a história do Brasil, como o liberalismo político, a história do Segundo Reinado e acontecimentos marcantes da vida diplomática do país.
A exposição está dividida em três módulos que, em ordem cronológica, narram a trajetória de Joaquim Nabuco: "A Infância e A Formação"; "O Abolicionista e o Pensador" e "O Diplomata e Cidadão do Mundo". Especialistas nas diversas fases da vida do homenageado assinam os textos, como o sociólogo Francisco Weffort, o jurista e diplomata Rubens Ricúpero e representantes da Fundação Joaquim Nabuco.
Com cenografia de Chicô Gouveia e animação do multimídia Marcello Dantas, a exposição apresenta objetos de uso pessoal de Nabuco, livros com dedicatórias, correspondências trocadas com figuras ilustres, como Machado de Assis, mobiliário e a réplica do Teatro Santa Isabel, no Recife, onde Nabuco costumava fazer seus pronunciamentos. Documento importante como o original da "Lei Áurea", assinada pela Princesa Isabel, assim como o estojo "Lembranças da Abolição", com a caneta que provavelmente foi utilizada pela Princesa no ato da assinatura da lei, integram a exposição.
Após o Rio de Janeiro, a exposição será apresentada em 2010, ano do centenário da morte de Nabuco, em Brasília e Recife.


Nabuco, Infância e Formação

Filho de uma família de advogados, promotores, juízes e políticos, Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu no Recife, em 19 de agosto de 1849, e passou grande parte da infância no campo, onde viveu sob os cuidados da madrinha Ana Rosa Falcão de Carvalho, senhora do engenho de Massangana.
Sua vida foi profundamente marcada pelo contato direto com os escravos da casa grande e do campo, o que o levou, muito cedo, a compreender a crueldade e a iniquidade da escravidão.
Para retratar o módulo da Infância, o arquiteto e cenógrafo Chicô Gouveia transformou a entrada do Museu Histórico Nacional em um autêntico canavial. O visitante, ao percorrer este caminho, ouve músicas afro, até entrar na ambientação de um engenho, decorado com azulejos, em clima de Casa-Grande e Senzala.
Joaquim Nabuco estudou nas melhores escolas, como o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Era conhecido pelas conquistas amorosas, a elegância e a beleza, que lhe valeram o apelido de "Quincas, o belo". Na Faculdade de Direito de São Paulo e, logo depois, no Recife, onde se formou, destacou-se como orador e, aos poucos, como líder cultural e estudantil, aproximando-se de políticos de prestígio e de professores notáveis.
Enquanto se dedicava às atividades literárias, dava os primeiros passos na política, ao exercer liderança incontestável entre os acadêmicos ligados ao Partido Liberal. Esta fase é representada na exposição com cartões postais das cidades onde Nabuco estudou e imagens da época.


Retrato de José Tomás Nabuco de Araújo Filho, jurista e Senador do Império, pai de Joaquim Nabuco.




Joaquim Nabuco aos sete anos


Nabuco, Abolicionista e Pensador

Esse módulo focaliza a maior bandeira de Nabuco: a luta antiescravista.
Na sua terra natal, o jovem Nabuco marca sua posição ao apresentar-se no Tribunal de Recife para defender o escravo Tomás, que assassinara seu senhor.
Influenciado pelas idéias de Tobias Barreto, Sílvio Romero e Castro Alves, passa a escrever ensaios e artigos, além de "A escravidão", um pequeno e valioso livro que durante muito tempo esteve entre os guardados da família e que só seria publicado em 1988.
Entre as atrações deste módulo, tratado com fundo de madeira, está o original da "Lei Áurea", assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. Numa réplica do Teatro Santa Isabel, os visitantes poderão assistir Nabuco pronunciando no palco um importante discurso, gravado na voz do ator Othon Bastos. É uma espécie de "retrato vivo" do homenageado, com recursos de animação desenvolvidos pelo multimídia Marcello Dantas.
O cenário mostra ainda objetos e imagens dos companheiros do abolicionista e da Academia Brasileira de Letras, da qual foi um dos fundadores, junto com Machado de Assis. Os livros no chão, como se fosse um grande tapete, simbolizam a ABL.


Estojo com lembranças da Abolição da Escravatura


Nabuco, Diplomata e Cidadão do Mundo

Em 1899, Joaquim Nabuco ingressa na fase diplomática, que se prolonga por quase onze anos.
Redigiu a defesa do Brasil na disputa com a Inglaterra sobre a fronteira da então Guiana Inglesa. Ao receber críticas dos monarquistas por aceitar a nomeação republicana, defendeu-se escrevendo o livro "Minha formação" (1900), onde se proclamou liberal, antes de monarquista.
Em 1900, chefiou a delegação brasileira em Londres, tornando-se, na prática, funcionário da República, no prestigioso posto da maior potência internacional da época, no final da era Vitoriana. Cinco anos depois, ao ser nomeado primeiro embaixador em Washington, estabeleceu excelentes relações com o então presidente Theodore Roosevelt.
Defendeu uma política panamericana, baseada na Doutrina de Monroe e recebeu títulos de doutor honoris causa de várias universidades americanas. Sua defesa de um sistema continental americano contribuiu para a criação da União Panamericana, embrião da futura Organização dos Estados Americanos (OEA).
A fase da diplomacia durou até sua morte prematura em 17 de janeiro de 1910, em Washington, aos 60 anos. Para o diplomata Rubens Ricúpero, "dos sucessores de Nabuco nos Estados Unidos, somente Oswaldo Aranha chegou perto na capacidade de somar à influência em alto nível na capital americana a irradiação política e cultural próprias junto aos meios dirigentes brasileiros".


Joaquim Nabuco com o fardão de Embaixador da República




Espada que compunha a vestimenta



Joaquim Nabuco: brasileiro, cidadão do mundo'. Museu Histórico Nacional: Praça Marechal Âncora s/n, Centro. Ter a sex, das 10h às 17h30m. Sáb e dom, das 14h às 18h. Grátis (aos domingos e para menores de 5 anos e maiores de 60 anos) e R$ 6. De 20.08 a 4 de outubro.
Visitas podem ser agendadas pelo telefone (21) 2550-9260 ou pelo e-mail atividade.educativa@gmail.com.






A linguagem, as coisas e seus nomes

Muito bom o artigo de Eduardo Galeano, que reproduzo abaixo, tirado do site de Carta Maior. Vale a pena ler.

A linguagem, as coisas e seus nomes
Na era vitoriana era proibido fazer menção às calças na presença de uma senhorita. Hoje em dia, não fica bem dizer certas coisas perante a opinião pública:

O capitalismo exibe o nome artístico de economia de mercado;

O imperialismo se chama globalização;

As vítimas do imperialismo se chamam países em via de desenvolvimento, que é como chamar de meninos aos anões;

O oportunismo se chama pragmatismo;

A traição se chama realismo;

Os pobres se chamam carentes, ou carenciados, ou pessoas de escassos recursos;

A expulsão dos meninos pobres do sistema educativo é conhecida pelo nome de deserção escolar;

O direito do patrão de despedir sem indenização nem explicação se chama flexibilização laboral;

A linguagem oficial reconhece os direitos das mulheres entre os direitos das minorias, como se a metade masculina da humanidade fosse a maioria;
em lugar de ditadura militar, se diz processo.

As torturas são chamadas de constrangimentos ilegais ou também pressões físicas e psicológicas;

Quando os ladrões são de boa família, não são ladrões, são cleoptomaníacos;

O saque dos fundos públicos pelos políticos corruptos atende ao nome de
enriquecimento ilícito;

Chamam-se acidentes os crimes cometidos pelos motoristas de automóveis;

Em vez de cego, se diz deficiente visual;

Um negro é um homem de cor;

Onde se diz longa e penosa enfermidade, deve-se ler câncer ou AIDS;

Mal súbito significa infarto;

Nunca se diz morte, mas desaparecimento físico;

Tampouco são mortos os seres humanos aniquilados nas operações militares: os mortos em batalha são baixas e os civis, que nada têm a ver com o peixe e sempre pagam o pato, danos colaterais;

Em 1995, quando das explosões nucleares da França no Pacífico Sul, o embaixador francês na Nova Zelândia declarou: “Não gosto da palavra bomba. Não são bombas. São artefatos que explodem”;

Chama-se Conviver alguns dos bandos assassinos da Colômbia, que agem sob proteção militar;

Dignidade era o nome de um dos campos de concentração da ditadura chilena e Liberdade o maior presídio da ditadura uruguaia;

Chama-se Paz e Justiça o grupo militar que, em 1997, matou pelas costas quarenta e cinco camponeses, quase todos mulheres e crianças, que rezavam numa igreja do povoado de Acteal, em Chiapas.

(Do livro De pernas pro ar, editora L&PM)

Fonte: Agência Carta Maior



O Golpe de Honduras - Para quem quer conhecer melhor o assunto

Quem soube dos acontecimentos políticos em Honduras somente por um dos chamados grandes órgãos de imprensa (Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja ,,,) provavelmente sabe muito pouco sobre a natureza real dos fatos. Conhece apenas as versões que interessam aos grupos que dominam os meios de comunicação. Quem estiver interessado em saber mais detalhes sobre o assunto deve ler o artigo abaixo, de Greg Grandin, reproduzido do site de Carta Maior, publicado no The Nation e traduzido por Katarina Peixoto.

Internacional| 17/08/2009 | Copyleft

A Batalha de Honduras e a América Latina

A obstinação de Micheletti foi encorajada por aqueles que vêem a crise em Honduras como uma chance de interditar o avanço da esquerda na América Latina. Um mês e meio depois de Zelaya ter sido afastado, o pequeno e desesperadamente pobre país da América Central se tornou palco de uma grande batalha que poderá desenhar a política hemisférica, inclusive a política externa de Barack Obama, para os próximos anos. A fixação em Chávez é muito útil para desviar a atenção da pobreza que corrói a região, bem como do fracasso do modelo econômico neoliberal promovido por Washington nas últimas décadas. O artigo é de Greg Grandin.

Roberto Micheletti, que tomou o poder em Honduras depois do golpe de 28 de junho, tem estado sob intensa crítica da comunidade internacional por rejeitar um compromisso negociado pelo presidente Oscar Arias, da Costa Rica, o qual permitira a Manuel Zelaya, o presidente democraticamente eleito, forçado ao exílio pelos militares, retornar como líder de um governo de reconciliação. Mas a obstinação de Micheletti foi encorajada por aqueles que vêem a crise como uma chance de interditar o avanço da esquerda na América Latina. Um mês e meio depois de Zelaya ter sido afastado, o pequeno e desesperadamente pobre país da América Central se tornou palco de uma grande batalha que poderá desenhar a política hemisférica, inclusive a política externa de Barack Obama, para os próximos anos.

Nos anos de 1980 Honduras serviu como um estágio para as operações anticomunistas de Ronald Reagan na Nicarágua, em El Salvador e na Guatemala, e como um portal para a Nova Direita Cristã derrotar a Teologia da Libertação. A cruzada anticomunista da América Central tornou-se algo como o esquadrão da morte do Código Da Vinci, agregando um bloco carnavalesco incluindo a primeira geração de neocons, torturadores latino-americanos, oligarquias regionais, cubanos anti-Castro, mercenários, ideólogos do Opus Dei e enormes púlpitos evangélicos.

A campanha para expulsar Zelaya e impedir sua restauração ao poder reuniu os velhos camaradas dessa batalha, inclusive figuras sombrias, como Fernando “Billy” Joya (que, nos anos 80 foi membro do Batalhão 316, uma unidade paramilitar hondurenha responsável pelo desaparecimento de centenas, e que agora trabalha como assessor de segurança de Micheletti) e os veteranos do Irã-Contras, como Otto Reich (que dirigiu o gabinete de diplomacia pública de Reagan, que malversou o dinheiro público para manipular a opinião pública a apoiar a guerra dos Contra contra a Nicarágua). Os generais hondurenhos que depuseram Zelaya receberam seu treinamento militar no auge da guerra suja, inclusive com cursos na notória Escola das Américas. E a atual crise revela uma química familiar entre as hierarquias católicas conservadoras e os Protestantes evangélicos que, com uma mão deram suporte ao grupo, e cristãos progressistas que estão sendo atacados pelas forças de segurança, pela outra.

Aliados à coalizão do golpe estão novos atores, como o venezuelano Robert Carmona Borjas, que em 2002 se envolveu na tentativa de derrubar o presidente venezuelano Hugo Chávez. De acordo com a analista de América Latina Laura Carlsen, Carmona, trabalhando junto com Reich, voltou suas atenções para Honduras depois do fracasso na tentativa deter a vitória eleitoral da esquerda na Venezuela. Começando em 2007, a Fundação Arcadia de Carmona lançou uma campanha midiática para desacreditar Zelaya, acusando seu governo de corrupção. Como escreveu Carlsen, a “natureza politizada da ofensiva anti-corrupção da Arcadia estava clara desde o começo”. Carmona, bem como Otto Reich, acusaram o presidente Zelaya de 'cumplicidade' com vários crimes. A cruzada foi similar ao modo como o Instituto Republicano Internacional ligado a grupos de “promoção da democracia” desestabilizaram o presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide, resultando em sua derrubada em 2004.

Outro recém chegado na batalha é Lanny Davys, ex-assessor de Hillary Clinton e atual lobista, que foi contratado pelos empresários que deram suporte ao golpe para pressionar o Departamento de Estado de Clinton a reconhecer o governo Micheletti. A ala de Clinton no Partido Democrata tem vínculos profundos com neoliberais latino-americanos que presidiram as ruinosas políticas de liberalização de mercados nos anos de 1990, agora vastamente deslocadas do poder por novos membros da esquerda regional. Os consultores de pesquisas de Clinton, como Stanley Greenberg e Doug Schoen, vêm trabalhando em muitas de suas campanhas eleitorais [da América Latina], sempre do lado perdedor.

Três anos atrás a região, localizada na esfera de influência dos EUA pelo Acordo de Livre Comércio da América Central, parecia imune às mudanças que vinham ocorrendo na América do Sul, que tinham levado a esquerda ao poder na maioria dos países. Mas então, os Sandinistas voltaram ao poder na Nicarágua em 2006. Recentemente, a FMLN [Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional] ganhou a presidência em El Salvador, e a Guatemala, liderada pelo presidente de centro-esquerda Álvaro Colom, está testemunhando o ressurgimento de um pesado ativismo, a maior parte contra as corporações transnacionais que exploram minérios e biocombustíveis.

Em Honduras, Zelaya agitou o cenário ao aumentar o salário mínimo e pedir desculpas pelas execuções de crianças de rua e membros de gangues, levadas a cabo pelas forças de segurança, nos anos 90. Ele fez movimentos para reduzir a presença do exército dos EUA e se recusou a privatizar a Hondutel, a empresa estatal de telecomunicações, uma negociação que Micheletti, como presidente do Congresso, pressionou para que se realizasse. Zelaya também vetou a legislação, apoiada por Micheletti, que baniu a venda da pílula do dia seguinte. Considerando o vergonhoso apoio do presidente nicaraguense Daniel Ortega às posições anti-aborto da igreja católica, a qual resultou numa legislação que condena a trinta anos de prisão a mulher que o praticar, essa foi talvez a medida mais corajosa tomada por Zelaya. Ele também aceitou ajuda internacional, na forma de petróleo a baixo custo da Venezuela. Seria impossível superestimar o ódio que a classe dominante da América Central tem de Chávez, cuja presença é vista por trás de todos os protestos massivos e de todas as manifestações pela democratização política e econômica da região. O presidente de um conselho empresarial hondurenho disse recentemente que Chávez “tinha Honduras na sua boca. Ele era um gato com um rato na boca, que foi embora”.

A fixação em Chávez é muito útil para desviar a atenção da pobreza que corrói a região, bem como do fracasso do modelo econômico neoliberal promovido por Washington nas últimas décadas. Quarenta por cento dos centro-americanos, e mais de 50% dos hondurenhos vivem na pobreza. A obsessão por Chávez também distrai do fato de que sob a igualmente desastrosa “guerra contra as drogas” de Washington, os cartéis do crime, profundamente arraigados nas famílias das oligarquias militares e e tradicionais, levou boa parte da América Central à condição que o Gabinete para a América Latina de Washington chama de “estados cativos”.

Para a Casa Branca, Honduras está provando ser um difícil e inesperado teste de política externa. Depois de condenar o golpe, Obama entregou a gestão da crise ao Departamento de Estado. Em vez de trabalhar diretamente com a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Secretária de Estado Hillary Clinton nomeou unilateralmente Oscar Arias, quebrando compromissos e ignorando as preocupações de muitos outros governos latino-americanos de que negociações garantiriam muito mais legitimidade ao golpe. Até agora Clinton tem relutado em aplicar uma série de possíveis sanções, inclusive congelando contas bancárias daqueles que protagonizaram o golpe, para forçar Micheletti a aceitar o plano de Arias. E para aqueles que vêem Micheletti como a última linha contra o avanço de chavismo – seja em Honduras, na Guatemala, El Salvador ou em qualquer outro lugar da América Latina – o retorno de Zelaya, mesmo a tão poucos meses de término do seu mandato, é inaceitável.

No fim dos anos 70 a revolução sandinista revelou os limites da tolerância de Jimmy Carter com o nacionalismo do Terceiro Mundo. Quanto mais Carter tentava apaziguar os falcões na sua administração, mais ele era acusado de vacilar, pavimentando assim o caminho para os neoconservadores sob Reagan, para usar a América Central como amostra de sua linha dura.

Hoje, uma dinâmica similar está tomando lugar. Os republicanos se alinharam ao redor de Micheletti, enviando uma delegação congressual, liderada por Connie Mack para visitar Tegucigalpa. Em mais uma página da história da estratégia da direita na América Latina, eles acusaram Obama, associando-o com Chávez. Obama disse: “Esse é o tipo de expediente ostensivo que os Republicanos, fora da agenda doméstica, vêm adotando. A posição da Venezuela em Honduras é idêntica à do Brasil e do Chile – e, nessa questão, a da União Européia”. Mas os ataques da direita são efetivos, em larga medida porque assim auto-descritos liberais repetidamente se enfileiram na demonização não apenas de Chávez, como o fez Lanny Davis recentemente, mas também de esquerdistas como Evo Morales e Rafael Correa, no Equador.

No começo de Agosto, o Departamento de Estado pareceu estar dando suporte aos republicanos, declarando numa carta ao senador republicano Richard Lugar que “as ações provocativas” de Zelaya “desencadearam os eventos que levaram ao seu afastamento”. Essa declaração, bem como os mornos esforços para pressionar Micheletti, são um mau presságio quanto à disposição da administração Obama em resistir à pressão da direita.

O próprio Obama continua a enviar sinais confusos. Numa cúpula de presidentes do México, Canadá e EUA em Guadalajara, em agosto, ele reclamou que “os críticos que dizem que os EUA não intervieram suficientemente em Honduras são os mesmos que dizem que sempre interviemos e que os Yankees precisam sair da América Latina. Não se pode ter ambas as coisas”. Contudo, ninguém na América Latina está pedindo uma intervenção unilateral dos EUA, mas, antes, que Washington trabalhe multilateralmente com a OEA. Ao nomear Oscar Arias, os Estados Unidos efetivamente sobrepujaram a OEA. Assim como Obama fez essas observações, os presidentes da América do Sul, que se encontraram em Quito, no Equador, reafirmaram sua condenação do gole e disseram que não vão reconhecer qualquer presidente eleito sob o atual regime – um passo que o Departamento de Estado de Clinton se recusou a dar.

O fracasso em restaurar o poder de Zelaya enviará uma clara mensagem aos conservadores latino-americanos de que Washington tolerará golpes, uma vez que esses tenham sido propiciados com o pretexto democrático. Como observou recentemente o historiador Miguel Tinker num ensaio publicado em Common Dreams eles já entendem que Honduras pode ser um ponto de virada. Um homem de negócios conservador venceu a presidência no Panamá. Em junho, na Argentina, o partido de centro-esquerda peronista de Cristina Fernández sofreu uma derrota relativa e perdeu o controle do Congresso. E pesquisas mostram que as próximas eleições presidenciais no Chile e no Brasil possivelmente implicarão perdas maiores para a esquerda.

Enquanto isso, Zelaya está convocando apoiadores dos arredores para pressionarem pelo seu retorno. Em Honduras, os protestos continuam e a contagem de corpos dispara. Ao menos 11 apoiadores de Zelaya foram assassinados desde o golpe. O último, Martín Florencio Rivera, foi apunhalado até a morte depois de ter deixado o velório de uma outra vítima. Micheletti, por sua vez, está recolhido em Tegucigalpa, apostando que pode alavancar, por fim, o apoio internacional, até que a agenda da eleição presidencial em novembro seja regularizada. O curso futuro da política latino-americana pode estar em jogo.

Greg Grandin é professor de história na New York Univesity e um dos grandes especialistas em história latino-americana dos Estados Unidos. É autor do recentemente publicado Empire's Workshop: Latin America, The United States, and the Rise of the New Imperialism(Metropolitan).

Artigo publicado originalmente no The Nation, em 12 de agosto de 2009

Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Agência Carta Maior

Assembléia Nacional da Venezuela aprova nova Lei da Educação

Depois de oito anos de extensas sessões de "parlamento nas ruas", discussões públicas com representantes dos professores, partidos políticos, representantes dos governos regionais e locais e outros grupos ligados à educação e da sociedade civil, a Assembléia Nacional da Venezuela aprovou a redação final da nova lei e a enviou para a sansão presidencial.
De acordo com o Vice-Presidente da Assembléia Nacional, Saul Ortega, o objetivo da lei é "...garantir ao nosso povo uma livre, acessível, liberatória e secular educação, que definitivamente garanta a estabilidade e autonomia do ensino."

Como em todo o regime realmente democrático, a nova lei tem sido alvo de manifestações com forte aprovação dos segmentos mais representativos da sociedade civil e de oposição de grupos representativos da classe média, para quem a lei parece ameaçar seu status quo, além daqueles que lucram com a exploração da educação, incluindo-se aí grupos religiosos.

Num mundo onde o consumo é a mola mestra que mantém o sistema capitalista em movimento, qualquer tentativa de dar às pessoas a mínima condição de serem capazes de raciocinar e analisar de forma mais consciente os fatos e tomarem consciência da manipulação a que são submetidos, é considerada uma ameaça, para aqueles que vivem às custas da ignorância e da falta de informação da população. Um povo ignorante pode ser facilmente manipulado para eleger os representantes que a elite dominante desejar, comprar o que lhe for imposto pelos meios de comunicação como necessário, aceitar passivamente todas as desgraças resultantes da pobreza e da ignorância como "a vontade de Deus". É assustador para essas pessoas constatar que a população pode começar a perceber que quem rege seus destinos são eles mesmos, que Deus não tem qualquer participação nisso e que não é natural nem aceitável passar fome, não ter acesso a atendimento médico, não ter emprego e nem onde morar e se sujeitar a trabalho escravo e que isso pode mudar se tiverem acesso a uma educação de qualidade e voltada para os interesses do país e benefício de todos e não de uma minoria privilegiada

Bem, voltando à lei, vejam qual é a parte mais controvertida, que tem provocando as mais violentas reações dos setores conservadores da população:

O artigo 4 determina que ".. é responsabilidade do Estado (Docente), garantir educação como um direito humano universal e fundamental, inalienável, um dever social irrenunciável e um serviço público.....fundamentado nos princípios de integridade, cooperação, solidariedade, atenção e co-responsabilidade".

Não consigo ver o que há de errado nesse artigo. Considerando que numa verdadeira democracia, como é o caso da Venezuela, o governo representa a maioria da população, e que se esse governo a representa, nada mais natural que seja esse mesmo governo o responsável por um dos bens mais caros a um povo: a sua educação.

Vale a pena ler o artigo na íntegra e por isso o estou colocando abaixo.

Venezuelan National Assembly Passes New Education Law

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"Yes to liberatory education," says the sign of a pro-law demonstrator outside the National Assembly on Thursday (ABN)

Mérida, August 14th 2009 (Venezuelanalysis.com) -- The Venezuelan National Assembly passed a controversial new Education Law shortly after midnight on Friday morning, following a twelve hour marathon legislative session and a day of heated street protests both for and against the law.

Throughout the day, legislators argued and revised each article of the law, which is of organic nature, meaning it has the highest possible legal stature under the constitution and is required by the constitution. The final version was officially sent to President Chavez for approval minutes before three o'clock Friday morning.

According to National Assembly Vice President Saul Ortega, the law's objective is "to guarantee our people a free, accessible, liberatory, and secular education that definitively guarantees teacher stability and autonomy."

One of the controversial parts of the law is that it strengthens the role of the state in education. Article 4 states that is the responsibility of the "Educator State" (Estado Docente) to guarantee "education as a universal human right and fundamental, inalienable, non-renounceable social duty, and a public service... governed by the principles of integrality, cooperation, solidarity, attentiveness, and co-responsibility."

The National Assembly approved the first draft of the law in August 2001. Over the past eight years, legislators held extensive "street parliament" sessions, or public discussions of the law's content with teachers unions, political parties, regional and local government officials, and other educational and civil society groups.

Over the past several weeks, opponents and proponents of the law, including student groups, educational organizations, and political parties marched to the National Assembly to turn in their proposals and objections, and were frequently received by legislators. On Sunday, the full text of the law proposal was published in several national daily newspapers.

The second round of formal discussions began at two o'clock on Thursday afternoon in an extraordinary session of the National Assembly, which is now almost entirely comprised of supporters of the Bolivarian Revolution led by President Hugo Chavez, since the opposition chose to boycott the National Assembly elections in 2005.

Meanwhile, in Caracas, thousands of teachers, union leaders, community activists, and militants of the United Socialist Party of Venezuela (PSUV) marched to the National Assembly in support of the law. In a smaller march led by high profile opposition politicians near the National Assembly, opponents of the law demanded that discussions of the law be further postponed.

When the metropolitan police intervened to keep the two groups of demonstrators from clashing, tear gas canisters were thrown and several people were injured. Leaders of both marches blamed infiltrators from the other side for the violence as well as for the tear gas. Also in Caracas, unidentified assailants attacked and injured twelve journalists from a news network as they protested against the law.

In Nueva Esparta state, opponents of the law reportedly approached the state educational administration building as though they were going to peacefully turn in a list of proposals for the law, then suddenly attempted to force their way into the building, but were physically impeded by educational personnel.

On Friday, fights broke out and several people were injured in the capital of Merida state as proponents and opponents of the law demonstrated near the main plaza.

According to a statement emitted by Communications and Information Minister Blanca Eekhout, the national government "categorically rejects" all acts of violence on both sides and calls for the peaceful resolution of disagreements "in the realm of ideas, by way of constructive dialogue." Eekhout confirmed that the national investigative police, the CICPC, are investigating all incidents.

In recent months, powerful opposition groups, including the association of rectors of Venezuela's major public and private universities, all major opposition parties, much of the privately owned media, some teachers unions, and the Catholic Church waged a vicious media campaign against the law, in some cases asserting that the law will bring the country a step closer to totalitarianism.

Opponents alleged that the law is anti-democratic because it was not subject to enough public consultation. They also said it threatens religious education and the family, and politicizes the classroom. In June, radio commentators falsely reported that two articles in the law would permit the state to take children between the ages of 3 and 20 away from their parents for socialist indoctrination.

In response to the allegations, Education Minister Hector Navarro fervently denounced the lie that the state will be permitted to sequester children, and repeatedly pointed out that the procedures taken by the National Assembly for the discussion and passage of the law were fully in line with the national constitution.

The Minister said the opposition's claims are not only incorrect, they "form part of a campaign that seeks to generate fear in the population."

Also in response to the allegations, several National Assembly legislators and some less intense opponents of the law cited numerous articles in the law which support the role of the family as part of the educational community, establish that religious education must be carried out privately and not in public schools, and expressly prohibit political propaganda in the classroom.

Several leaders of the National Workers Union (UNETE), Venezuela's largest labor union confederation, praised the law for expanding protections for teachers as well as laborers in educational institutions, and for establishing more democratic university admissions policies.

Vladimira Moreno, the national secretary of professionals and technicians for the Venezuelan Communist Party, said the law "has included a significant participation of the Venezuelan people: Communities, teachers, foundations, people's collectives, students, and universities."

The law also "opens important spaces for people's power... so that it participates actively and in a co-responsible manner in the educational process, by way of comptrollership and social, popular control over the administration of resources," said Moreno.

The new law stipulates that several further laws of a lower legal stature must be passed to govern specific areas such as university education and teacher rights and responsibilities. Thus, the debate over how to structure Venezuela's educational system is not over.


Fonte: Venezuelanalysis.com


InocentesÚteis



Não vejo mais noticiário de televisão, exceto algumas vezes o noticiário local. De manhã então nem pensar. É começar muito mal o dia.. Aliás, há coisas que me deixam boquiaberto às vezes. É o caso da participação popular, em relação ao jogo sujo e inescrupuloso que a imprensa vem jogando já faz muito tempo. Para agradar e favorecer a quem lhes interessa no momento, promovem verdadeira lavagem cerebral na população, massacrando todos os dias esssa mesma população com "notícias" espetaculosas, por trás das quais há muitos interesses. Tudo é tratado como se fosse um grande big brother.É o caso do Sarney, que a Globo explora dia e noite. Quem não sabia que Sarney e sua família vivem e enriquecem às custas do dinheiro público ? Só que é preciso lembrar que além dele existem todos os outros, que se apropriam das mais diversas formas, do dinheiro público. E digo todos porque, infelizmente, para estar na política e se dar bem é preciso se despir de qualquer traço de pudor moral e se especializar na arte de mentir descaradamente, porque senão é defenestrado do grupo. Portanto, quando a população entra no jogo e toma partido, está simplesmente se deixando manipular, servindo de massa de manobra para interesses que não são os seus. Toda essa campanha desferida pela imprensa que domina os meios de comunicação (Globo, Folha de São Paulo, Veja (o melhor é não ler nem ver), tem como motivação o desespero daqueles que foram apeados do poder e que não se conformam em ficar de fora. E como o PMDB é que garante a estabilidade do governo atual, então resolveram bombardear o PMDB e assim tentar impedir o governo de continuar fazendo o bom governo que está fazendo. Sim, porque a continuar desse jeito, eles estão perdidos. A crise mundial que eles tentaram manipular não causou o estrago que gostariam, a gripe H1 também não causou o dano político que eles esperavam e assim só lhes restam as armas da falta de escrúpulo e do mau-caratismo e inventar CPI da Petrobrás, uma das empresas mais rentáveis do mundo, ou promover uma encenação ridícula com a mulher de um ex-ministro de FHC que se propôs a essa comédia pastelão que encenaram no congresso, com o único objetivo de denegrir a imagem da ministra Dilma, a provável candidata do governo nas próximas eleições. E aí ficam todos novamente tomando partido, discutindo quem tem razão.... razão???? Pelo amor de Deus, se há alguma coisa que eles não têm (agora é teem) é razão. Ambição, sede de poder, isso sim eles teem.Não consigo nem ler as manchetes dos mencionados jornais pois me causam asco. Manipulação pura e descarada, distorcendo fatos, omitindo outros...... e a classe média, que teoricamente é mais esclarecida, tomando partido, sem perceber que está sendo usada. São os tais inocentes úteis. Se pelo menos tentassem ler outras opiniões, conhecer as outras versões dos fatos, que atualmente estão disponíveis em grande número na internet, quem sabe perceberiam a situação real em que todos estamos vivendo, com a classe privilegiada dos políticos vivendo como nababos e nós aqui embaixo só pagando a conta e dando permissão para que tudo permaneça como está, elegendo-os em cada eleição. Sim, porque as eleições são somente para dar o aval a cada político, para que continue não fazendo nada por aqueles que o elegeram e fazendo tudo para si, sua família e seus amigos. É a privatização do poder. Então, acordem, procurem se informar melhor e parem de tomar partido defendendo por exemplo, a Globo ou o Bispo Macedo, pois os dois são aproveitadores da boa fé do povo para ganhar dinheiro, muito dinheiro. Por favor, acordem!!! A grande questão não é se o Lula tem nível superior ou não, se diz algumas coisas que não deveria dizer, a grande questão é que para o Brasil e para os brasileiros interessa que o país continue no caminho em que está, crescendo e aparecendo, procurando, dentro do possível, diminuir o nível de pobreza, fazendo com que o país seja respeitado pelos outros países. Não interessa para o país que por pura ambição de poder, a situação política seja desestabilizada, mesmo considerando que o PMDB não é flor que se cheire. Quem torce pelo "quanto pior melhor" é a oposição, que tem sede de poder. A população não pode compactuar com isso, porque somente ela será a prejudicada.